Caros leitores, hoje trago para vocês uma grande novidade:
De agora em diante, teremos mensalmente entrevistas com bandas amadoras. E para
começar mais do que bem lhes apresento #ROAM.
#ROAM
é uma banda de pop rock formada em 2011 na cidade de Entre Rios de Minas. Bruno Faria é o vocalista, Dudu Coelho nos vocais, guitarra
e violão, Adilson Alves na
guitarra, Douglas Reis no
baixo e Nandinho na bateria.
Com influências que vão de Audioslave a U2, Jimi Hendrix a
Iron Maiden, Detonautas a Jota Quest, a banda vem buscando seu espaço no
cenário musical regional, e tem tudo para ganhar cada vez mais destaque, tudo
isso com muita dedicação e amor a música.
Qual a origem do nome “Roam”?
O nome da banda significa “baderna”, bagunça. Resolvemos
escolher este porque no começo éramos carentes de organização (risos). A banda
sempre ensaiou num cubículo, tendo em vista que somos cinco, dá para imaginar a
frustração que é querer convidar os amigos pra curtir o ensaio.
Quando começaram a banda, e por que
quiseram montar uma?
Quando iniciamos esse projeto, tínhamos receio de tentar
algo mais sério, pois todos nós já tocamos em diversos projetos que não deram
em nada, e em alguns casos restaram-nos apenas inimizades e frustrações. Com a
#Roam, vimos a possibilidade de fazer diferente. Somos todos amigos de infância
e conhecemos bem uns aos outros, todos os defeitos e virtudes.
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| Adilson Alves |
Vocês se lembram do preço dos primeiros instrumentos? Onde eles foram comprados? Marca?
‘Tá’ aí um dos motivos pelos quais é difícil se montar uma
banda. Quando éramos mais novos e não tínhamos renda fixa, era quase impossível
ter instrumentos bons. Os ensaios eram ruins e os shows piores ainda. Não havia
qualidade, motivo pelo qual nos desmotivávamos a tocar ao vivo. Hoje a maioria
dos músicos trabalha noutro ramo, mas leva a música como primeiro plano, não
visando status e muito menos dinheiro, mas sim proporcionar o que acreditamos (a
música) de verdade e fazendo com o coração.
Quando Você Chegar(Acústica) - #ROAM
Apresentação na 53ªFesta da Colheita de Entre Rios de Minas, na qual eu fui e tive o prazer de entrevistar os meninos da banda. Simplesmente incrível! Vejam o vídeo, e deixem que a letra toque seus corações.
Tem composições próprias?
Quando Você Chegar (Dudu Coelho); Depois do Sol (Dudu
Coelho); Por tantas vezes (Adilson Alves) & Meu Chão (Camila Resende / Dudu
Coelho).
(Para os membros que não namoram) Quais
as reações das meninas das quais vocês estão a fim quando dizem que tem uma
banda?
Acreditamos que aquela era das “Marias Bandas” acabou com o
tempo. Hoje a música é muito mais comercializada pelo lado marketing da coisa.
Os cantores ficam muito mais tempo na frente do espelho do que estudando
música. Mas nós somos levados pelo prazer de tocar e mostrar o nosso som, dessa
forma acreditamos que hoje não adianta apenas ter talento, é preciso ter beleza
pra conquistar as meninas (risos). Acho que é por isso que não estamos nos
dando bem com as mulheres, porque estamos mais preocupados em estudar música do
que limpar o espelho (risos).
Nunca passamos por grandes apuros, até porque a banda é
muito nova, mas certa vez o Adilson estava tão nervoso que foi para o show e
esqueceu seus instrumentos. Foi uma coisa bem engraçada (risos).
O que vocês sentem quando tocam e
veem o brilho nos olhos da galera?
É incrível ver o público cantando junto e apoiando a banda.
Isso (a animação) é essencial! Certa vez tocamos num lugar em que haviam cerca
de vinte pessoas, mas eles agitaram o show do início ao fim. Preferimos esses
vinte animados a uma multidão baixo astral!
Quais as maiores dificuldades, em sua
opinião, que se tem hoje em dia ao começar uma banda? É possível reverter isso?
Como?
A maior dificuldade é que a mídia hoje em dia, é basicamente
sertaneja. O rock perdeu seu espaço, mas acreditamos que ele vai ressurgir e
voltar com tudo, e um dos motivos que nos faz crer nisso é o filme que conta a
vida de Renato Russo, “Somos Tão Jovens”, que será lançado em outubro.
Um recado para os fãs?
Apurem os ouvidos! (risos).
![]() Douglas Reis | ||
Com a voz, os fãs:
Representando
todos os fãs da banda #ROAM, apresento a vocês, Camila Resende. (Em todas as
entrevistas convocarei um fã para expor suas opiniões sinceras a respeito da
banda).
O que você acha da banda?
Eu acho que
a banda tem um potencial enorme, acredito muito nos garotos, eles têm um
repertório bacana e se esforçam muito pelos seus objetivos. Acompanhar uma
banda desde a sua formação e acreditar nos seus sonhos como se fossem os meus é
simplesmente inexplicável. Os garotos merecem tudo isso e muito mais, e tudo
que vier será fruto de muita dedicação.
O que os diferencia das demais?
Tem muitas
coisas, mas as mais peculiares são as lindas composições que tocam lá no fundo.
Eles tem uma sensibilidade para compor, uma paixão, uma inspiração que não se
encontra em muitas bandas. Além disso, eles são diferentes porque quatro dos
cindo integrantes cantam e tem esse espaço, esse momento no palco.
Se pudesse descrever #ROAM com apenas
uma palavra, qual seria?
Harmonia,
não digo só a harmonia entre os integrantes, mas também a harmonia perfeita dos
instrumentos, que nos levam junto com a melodia. E porque não harmonia entre a
banda e o publico que pula, dança e se envolve a cada canção?!












