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3

Hard to Concentrate

30 de ago. de 2013

Após mais alguns meses de completo abandono e descaso, finalmente voltei. Algumas coisas aconteceram repentinamente e me obrigaram a deixar o blog de lado por um tempo, e neste período me afastei também de minhas redes sociais. Mas agora resolvi voltar, não sei por quanto tempo ficarei, não sei qual será o futuro do blog, mas gostaria de agradecer a todos que visitaram e deixaram comentários no STJ. Graças a vocês, depois de mais de um ano finalmente cheguei a marca de dez mil visualizações! Enfim, obrigada pelo apoio, obrigada por tudo. Caso queiram me encontrar em outras redes sociais para trocarmos experiências é só visitar a página "Contato". Até mais. 
L. Silva.




Era um ser estranho e confuso
Difícil até de entender
Contrariando os seres deste mundo
Queria um amor pra viver

Tanto quis, tanto queria
Que o outro, dele fugia
Mesmo que tentasse correr
O outro sempre conseguia se esconder

E dessa brincadeira maldita
O homem foi se cansando
Decidiu esquecer o tal
Que vivia se esquivando

Com o fim dessa caçada,
A pressão diminuiu.
A caça então ficou livre
Livre para fluir.

Distraído pela rua
O pobre homem nem notou
Aproximando-se devagarzinho
Faltamente o amor lhe fisgou.


 Por: Laila Silva
7

Poesia e Amor

27 de mar. de 2013



Quando as metáforas acabarem
Quando o veneno me anestesiar
Dias não serão mais noites
E aí sim poderei te amar.

Quando meu amor for puro
Quando o tempo parar de correr
A distância não será mais problema
E só irei querer você.

Quando te tiver aqui, comigo
Quando o amor não for demais
Restarão só alguns dias
Uma eternidade para amar.

E quando eu te decepcionar,
Ou você, sabe-se lá porque...
O perdão não precisará ser pedido
Porque nos tornamos nós, um só ser.

E quando então tudo acabar
Quando teu amor por mim morrer
Deixarei que vá embora
Para que sozinha possa sofrer.

Sofrerei e te verei feliz
Como quando estávamos juntos
E guardarei toda a dor aqui dentro,
No meu peito, bem lá no fundo.


Por: Laila Silva


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Street Spirit( Fade Out), Cansada de Existir.

21 de mar. de 2013



Sorrisos enferrujados de falsidade,
Metáforas repetidas e cansativas.
Falta de vida, falta de viver,
Cansada deste mundo, e de você.

Mentes com lotação esgotada,
Presa dentro de si própria.
Rindo de sua situação miserável
Ainda não percebeu que já passou sua hora.

Não é mais tempo de ser feliz
Desde que anunciaram a chegada das trevas,
Desde que você ficou vazia e sem amor
Desde que o ódio virou teu temor.

Falta amor, sobram palavras ácidas.
Cansada dessa tola existência.
Cansada demais para fugir,
Esgotamento da vida,
Sem ter para onde ir.


Ouvirei então as vozes que me gritam
Olharei nos olhos que me aterrorizam
Já foi exorcizado o amor, o espírito,
Agora é tua hora de abandonar a vida.
Desistir de fracos resquícios.



Por: Laila Silva
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No Surprises, Poema anacrônico sobre solidão e falta de amor

16 de mar. de 2013



Sem surpresas, sem amores.
Sigo sozinha pelo meu caminho.
Cruzando rios e estradas distantes.
Você, tão sozinho e cansado,
Tão fraco e distante,
Que nem consegue falar.

Eu sei como é quieto e cheio por aqui,
E as lágrimas embaçam as lentes da vida.
Sem surpresas, sem amores.
Triste e sozinho,
É aqui que encontro a saída.

Para buscar você num cantinho longíquo,
Tão esquecido, tão abandonado.
Presenteado com a dádiva maior de todas,
Sem amor, sem amar,
Dentro de você sei que há amor.

Sem amores, sem surpresas,
Expulsos de casa e esquecidos pela vida.
Abandonados pelo verdadeiro amor,
Faça sua mala e venha comigo.


Por: Laila Silva
4

Always Somewhere

3 de mar. de 2013



Eu pedi que me enviassem um anjo, e me enviaram você,
Criatura tola e inútil que só causa meu sofrer.

E como masoquista, eu me corto e me pico à seus pés,
E como sádica, você ri de seu mais nobre fiel.

Tua igreja não prega nada além de obscuridade
Por trás de singeleza e carinho
Por trás desta expressão de jovialidade
Em tuas mãos está meu destino
Mãos que semeiam maldade.

Sinto tanto por amar-te, sinto muito por sofrer.
Peço apenas que me perdoe por ter nascido,
E por não ser como você.

Anjo, anjo, anjo,
Tenha piedade desta longa miséria em que vivo.
Abençoa-me com teu olhar fraterno,
Leve-me até teu paraíso.

Anjo, anjo, anjo,
Doce ironia que Deus algum criou.
Liberte-me de tuas asas des(protetoras)
Para que algum dia eu possa conhecer o amor.

Mas eu voltarei para te amar de novo,
E mais uma vez depois da última,
Alimentando assim tua insanidade,
Afastando de mim minha cura.

Por: Laila Silva
19

Eu te Odeio!

12 de set. de 2012


Odeio o fato de você ser tão legal.
Odeio seu jeito espontâneo, amigo, entregue.
Odeio me sentir mal quando você está mal,
E odeio não poder fazer nada para te fazer melhorar.

Odeio sua risada que me deixa boba,
Sua timidez quando me aproximo,
E sua espontaneidade perto de seus amigos.
Odeio quando me fala de seus outros amores,
De suas outras dores.

Odeio sua chatice que te faz ser legal.
Odeio essa contradição que você causa em mim,
Odeio esse amor proibido, amor sem chances,
Odeio ter que dizer que sou sua amiga.

Odeio esse seu sorriso que me faz te amar.
Odeio seu jeito bobo de ser.
Odeio você.
Mas odeio principalmente o fato de gostar tanto de você.
Odeio te amando.
Amo te odiando. 












Por: Layla Silva.

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