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Olhos Certos

14 de abr. de 2013

Teus imensos olhos azuis me fitam, e eu me afogo na profundidade que eles têm. Sua voz sempre questionadora me deixa envergonhada e enaltecida ao mesmo tempo. Seus passos inquietos desconcentram meu pensar, e sua falta de atenção em mim me deixa frustrada e insegura.
No desespero de tentar fazer com que goste de mim, talvez eu te afaste e te assuste. Talvez você já tenha outra pessoa, outro alguém para chamar de seu, alguém para afagar seus cabelos enquanto discutem sobre a trivialidade do mundo.
Mas ainda assim, eu te quero. Amor bobo e juvenil, eu sei. Sem chances, sem futuro, sem esperança. Mas não há como evitar. Não dá para não se apaixonar um pouquinho mais a cada vez que olho para você, a cada vez que penso em você.
Me irrito quando não vem, mas meu rosto irradia felicidade se te vejo. Quero de todas as formas possíveis me aproximar. Quero tua sabedoria, tuas viagens, teus temores. Quero que você seja meu e vice-versa também.
Quero a profundidade de teus olhos azuis fitando somente a mim, sua voz dizendo que me ama, e seus passos correndo ao meu encontro. Quero apenas poder viver contigo toda impossibilidade desta relação.


Por: Laila Silva
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Poesia e Amor

27 de mar. de 2013



Quando as metáforas acabarem
Quando o veneno me anestesiar
Dias não serão mais noites
E aí sim poderei te amar.

Quando meu amor for puro
Quando o tempo parar de correr
A distância não será mais problema
E só irei querer você.

Quando te tiver aqui, comigo
Quando o amor não for demais
Restarão só alguns dias
Uma eternidade para amar.

E quando eu te decepcionar,
Ou você, sabe-se lá porque...
O perdão não precisará ser pedido
Porque nos tornamos nós, um só ser.

E quando então tudo acabar
Quando teu amor por mim morrer
Deixarei que vá embora
Para que sozinha possa sofrer.

Sofrerei e te verei feliz
Como quando estávamos juntos
E guardarei toda a dor aqui dentro,
No meu peito, bem lá no fundo.


Por: Laila Silva


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- Carta a um amor que já se foi.

28 de fev. de 2013


Como diz o velho ditado, "o bom filho à casa torna." Sim, eu voltei com o blog depois de muitos meses, e agora pretendo me dedicar muito mais a isto. Espero que tenham sentido muita falta de mim *-*
Então, para retomar os trabalhos muitíssimo bem, e finalmente publicar a centésima postagem, eis aqui meu texto. Espero que gostem.
Abraços de saudade. Laila Silva.






Caro Senhor E.,
Peço que tome nota de cada linha, de cada palavra e cada ponto do que eu disser. Peço que absorva todas as palavras e que leia tudo até o fim, pois estas são palavras de extrema importância.
Enfim, venho comunicar-lhe que não cumpriu aquilo estabelecido por contrato e firmado pelo amor. Que nunca me abandonaria e que ficaríamos juntos para sempre. Que iria me fazer feliz e que seria feliz ao meu lado. Além destas, muitas outras promessas foram quebradas e outras mentiras contadas. Ainda não encontrei teu perdão, teu carinho e aquele tal amor.
Caro senhor, peço que entenda: eu não quero que me dê isto. Um dia, há muito tempo atrás, eu quis, mas hoje é passado. Não peço que faça o serviço, e sim que me indenize por toda sua falta de moralidade e compromisso. Exijo que restaure minha paz de espírito e meu coração. E rápido.
Veja bem, apesar de te odiar em muitos momentos, eu não te odeio. Odeio apenas a forma como fala e se porta, sendo que age de maneira que não procede com teus ideais. Odeio sem amar. Simples, fácil e correto, odeio odiando. Mas deixo bem claro aqui que não te odeio.
Voltando ao assunto, peço ao senhor que peça ao seu deus para me ajudar. Faça o que for preciso, mas restaure minha normalidade. Não ligo se cultua esta ou aquela religião, se é devoto de certas ideias que te contrariam, peço apenas que me dê uma saída, pois quando entrei nessa, achei que também me ajudaria a sair.
Dê-me uma saída, um sinal, devolva-me a mim mesma, mesmo que para ser errada, mesmo que seja para voltar a uma massa inconsistente e frágil. É minha vida, e eu apenas a quero de volta.
                                                               Esperando ansiosamente que entenda minhas palavras e metáforas, e que assim, entendendo a questão, possa me ajudar,

                                                                                                                             Miss Misunderstand.

P.S.: Não é preciso responder esta mensagem. Meu advogado entrará em contato para vermos de forma amigável como esta questão pode ser resolvida.



Por: Laila Silva
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Eu te Odeio!

12 de set. de 2012


Odeio o fato de você ser tão legal.
Odeio seu jeito espontâneo, amigo, entregue.
Odeio me sentir mal quando você está mal,
E odeio não poder fazer nada para te fazer melhorar.

Odeio sua risada que me deixa boba,
Sua timidez quando me aproximo,
E sua espontaneidade perto de seus amigos.
Odeio quando me fala de seus outros amores,
De suas outras dores.

Odeio sua chatice que te faz ser legal.
Odeio essa contradição que você causa em mim,
Odeio esse amor proibido, amor sem chances,
Odeio ter que dizer que sou sua amiga.

Odeio esse seu sorriso que me faz te amar.
Odeio seu jeito bobo de ser.
Odeio você.
Mas odeio principalmente o fato de gostar tanto de você.
Odeio te amando.
Amo te odiando. 












Por: Layla Silva.

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Entrelinhas

10 de set. de 2012


Um, dois, três, testando!
Diga que está me ouvindo.
Ei, você!
Tire as mãos dos ouvidos.

Me escute, disseque tudo que eu disser.
Ei, você, tem certeza que é isto que quer?
Não chore, não agora,
Seja forte minha pequena,
Acalme-se, respire,
Absorva todas essas lendas!

E quando te disserem que você não pode,
E quando te disserem que estás errada,
E quando fizerem você se sentir mal,

Corra, e se aninhe em meu colo,
Venha e me faça feliz.
Não ligue para este mundo bobo, criança,
Não ligue se não gosta do que dizem.

E quando você quiser morrer,
Quando tudo perder o sentido,
Venha e me abrace querida,
Venha!
Você está me ouvindo?

Apenas faça! Faça valer,
Valer a pena – ou não?
Eis nossa grande contradição!


Por: Layla Silva

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Virar Poeta

13 de ago. de 2012


Vou virar poeta para tudo poder dizer,
Vou virar poeta para ser o que quiser ser.
Mas poeta não posso ser se mulher eu sou. 
Virarei poetisa então, e falarei sobre o amor.

Falarei sobre a vida e as moléstias que me convém.
Transformarei-me numa barata, e num hospício vou viver.
Falarei sobre o céu e o mar, e sobre o bicho que sonho em ser.
Falarei sobre a vida e sobre o amor que não vem.

Escreverei poemas, odes, cânticos e poesias.
Contos, livros, peças, rimas e mais rimas.
Vou expor meu eu - lírico que tanto sofre.
Removerei meus sentimentos de dentro do cofre.

Terei licença poética, e escreverei sem regra alguma,
Pois o poeta, em sua imaginação,
Pode contar ou cantar,
E escrever com o coração.


Por: Layla Silva
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