Exílio

5 de set de 2012

Era um jovem lutador, mas não rebelde. Obedecia a todas as regras – ao menos às que convinham. Fazia tudo o que uma pessoa normal fazia: estudava, trabalhava, dormia e agia como um outro qualquer. Nas noites de sexta saía com os amigos. Tinha uma namorada. Tinha pais, irmãos, e até um cachorro chamado Ted.

Era normal – em partes. Mas não se sentia como ele mesmo. Achava que agia como uma máquina. Sempre os mesmos movimentos, a mesma sequência decorada. Estava cansado da vida. Decidiu se exilar.



Comprou uma passagem, foi direto à Índia. Ouviu dizer que lá os espíritos eram calmos e serenos. Banhou-se nas águas – sujas – do rio. Meditou, aprendeu mantras, tornou-se um homem voltado para o mundo espiritual.



Mas não parou por aí. Fingiu um estudo social qualquer e conseguiu apoio de faculdades importantes. Dinheiro não era problema mais, então seguiu para China, Rússia, Japão, Austrália... Cada lugar com um conhecimento a mais para lhe oferecer, um novo aprendizado.

Perdeu o contato com todos, e hoje só sabem dele por meio dos e-mails mandados à faculdade (sempre pedindo mais dinheiro). Dizem que se instalou na Europa e hoje mora com uma inglesa e o filho, à custa do dinheiro do tal estudo.



Por: Layla Silva



8 Opiniões:

Priscila Fantini disse...

Minha amiga, que texto maravilhoso... você como sempre escrevendo muito bemmmm!
Parabéns cada vez mais o blog está lindoooo!

beijos
http://www.priscilafantini.blogspot.com.br/

albertty disse...

parabens

Marcelo Soares disse...

Oi Layla =D

Estou tentando voltar ao mundo dos blogs rsrsrsrsrsrsrs Adorei seu conto. Isso de liberdade é o que nos rege, não é mesmo?

Beijo

B. disse...

Gostei do conto. As vezes precisamos nos exilar, arriscar e recomeçar do zero.

Lilian da Rocha disse...

Muito bacana o seu conto, vocês escreve muito bem. Parabéns!
Te seguindo, segue o meu tbm http://efeitodemulher.blogspot.com.br/.

Criança Lúdica disse...

O personagem fez bom uso desse dinheiro. Comprou a possibilidade de adquirir conhecimento. Gostaria que o mundo se voltasse para tal face. Ótimo conto.

Dani disse...

Obrigada pela visita, mas eu não estava falando da qualidade dos artistas citados e sim dos fãs que sofrem constantemente por ter um gosto diferente de outras pessoas.

Jefferson Reis disse...

Eu não poderia deixar minha família, mas seria bom poder me exilar também. Com minha família.

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